Isto é mais ou menos o aspecto do meu monitor durante a tarde no meu local de trabalho. Sou um felizardo e tenho um lugar perto da janela (com vidros não escurecidos, sem estore e com uma proteção bastante reles que não faz nada), a qual apanha sol a tarde toda. Além de provocar um maravilhoso efeito de "solário" e "sauna", ainda consigo, com jeitinho, uma bela vista sobre o eixo norte-sul. Espero que o "solário" e a "sauna" sejam um free-benefict e não me sejam cobrados no fim do mês! Os pobres dos chefes é que não têm a mesma sorte, os postos de trabalho são mais resguardados, com temperaturas mais amenas e menos intensidade luminosa. Alguns desgraçados até têm de ficar sozinhos numa sala com temperatura regulada independentemente... (Para quem ainda está a franzir a testa e a cerrar os olhos a tentar ler isto, é mais fácil se seleccionarem o texto! Infelizmente, isso no emprego não resulta... Pronto, OK, escrevo normal...)
Há uns dias, o chefe supremo (pelo menos o que conheço, porque há muitos para além desse, e se os tentasse enumerar a todos provavelmente esgotaria o tráfego de internet que tenho disponível para este mês ao fazer upload da lista) enviou um mail para os sub-chefes que reencaminharam para os sub-sub-chefes que reencaminharam para os sub-sub-sub-chefes, e assim sucessivamente, até que chegou a mim. O mail referia-se ao horário de entrada, realçando que a entrada era às 9h00, com tolerância até às 9h30, e não às 9h30 com tolerância até às 10h00. Curiosamente nada era dito sobre o horário de saída...
Hoje, pela mesma via, recebi um mail que se referia ao horário de almoço, o qual tinha duração de 1(uma) hora, que podia ser utilizada entre as 12h30 e as 14h30. Mais uma vez, nada foi dito sobre o horário de saída, mas tenho esperanças que o próximo mail indique que é expressamente proibido ficar no posto de trabalho depois das 18h00.
Às 12h30 lá fui almoçar, um belo choco frito, que não era mais do que calamares cortados para dar a ideia de tiras de choco. Sinceramente não percebi quem tavam a tentar enganar, e pensei: "Mas o que é isto, pá?!". Decidi ir reclamar, mas infelizmente apercebi-me que não tinha tempo de fazer as duas coisas no horário de almoço, ou almoçava ou reclamava, por isso limitei-me a comer...
Mesmo assim, para mal dos meus pecados, demorei 1h10m no almoço, pelo que tive de prescindir da ida à WC durante a tarde (a culpa é minha, não me posso queixar). A meio da tarde, como seria de esperar, comecei a contorcer-me, pelo que o meu chefe disse: "João, estás com espasmos?! Tens de deixar o café! É melhor ires apanhar ar...", "Hm, pois, deve ser isso... Esta semana por acaso abusei um bocado e já bebi 2 cafés cheios..." - respondi eu. Aproveitei a dica e fui apanhar ar, mas à WC. Veio-me à memória uma frase que ouvi algures de alguém numa noite de convivio, após algumas bjecas, que nunca esqueci, mas também nunca compreendi: "Quem diz que sexo é bom, é porque nunca mijou". Hoje, esta frase teve um novo significado para mim!
Finalmente, por volta das 19h00, comecei a ficar cansado e tomei uma atitude rebelde: "Por hoje chega, vou tirar a tarde e vou embora..."
Aqui não há censuras nem ninguém fala mais alto. Apenas dêem largas à vossa escrita.
07 março 2007
28 fevereiro 2007
Relatos da Vida
Ontem acordei com o som estridente do despertador. Abri a janela e os cortinados. Era noite, mas tinha de ir trabalhar. Comi qualquer coisa rápido, tomei duche, vesti-me e tentei ficar com ar apresentável. No meu trabalho é muito importante a apresentação. O cliente gosta, por isso temos de vestir o que lhe agradar.
Ainda me lembro do dia em que arranjei este trabalho. Tinha marcado uma entrevista com a pessoa que viria a ser o meu patrão, com ponto de encontro numa esquina de uma rua de Lisboa bem movimentada. A empresa era ali na zona. Tivemos uma breve conversa, mas nunca percebi muito bem o que era o trabalho. Apenas me informou que já tinha um cliente para mim. Falou-me nas condições que o cliente exigia, e aconselhou-me na forma de reagir em certas situações. Disse também que era um bom cliente e que pagava bem, e que todas as gratificações além do acordado para o pagamento dos serviços iriam directamente para mim.
Entretanto passou mais de um ano. Continuo no mesmo local de trabalho. É um local movimentado, mas já conheci outras pessoas na mesma situação que eu. Tenho-me apercebido que não se ganha tão bem neste tipo de trabalho como se pensa por aí... Na realidade até se ganha mal...
Mas acho que ao fim de algum tempo acabamos por nos habituar. Para quem está nesta vida e não gosta deste tipo de trabalho, um bom truque para se abstrair durante o serviço é imaginar-se noutro local, se bem que às vezes o cliente repara e não gosta.
Mas a vida é mesmo assim... E começa a ser cada vez mais dificil sair deste tipo de trabalho...
É assim a vida de Consultor em Outsourcing...
Ainda me lembro do dia em que arranjei este trabalho. Tinha marcado uma entrevista com a pessoa que viria a ser o meu patrão, com ponto de encontro numa esquina de uma rua de Lisboa bem movimentada. A empresa era ali na zona. Tivemos uma breve conversa, mas nunca percebi muito bem o que era o trabalho. Apenas me informou que já tinha um cliente para mim. Falou-me nas condições que o cliente exigia, e aconselhou-me na forma de reagir em certas situações. Disse também que era um bom cliente e que pagava bem, e que todas as gratificações além do acordado para o pagamento dos serviços iriam directamente para mim.
Entretanto passou mais de um ano. Continuo no mesmo local de trabalho. É um local movimentado, mas já conheci outras pessoas na mesma situação que eu. Tenho-me apercebido que não se ganha tão bem neste tipo de trabalho como se pensa por aí... Na realidade até se ganha mal...
Mas acho que ao fim de algum tempo acabamos por nos habituar. Para quem está nesta vida e não gosta deste tipo de trabalho, um bom truque para se abstrair durante o serviço é imaginar-se noutro local, se bem que às vezes o cliente repara e não gosta.
Mas a vida é mesmo assim... E começa a ser cada vez mais dificil sair deste tipo de trabalho...
É assim a vida de Consultor em Outsourcing...
17 janeiro 2007
Plymouth-Banjul Challenge
Malta,
para quem ainda não conhece (eu só soube disto hoje, vi no público!) há um rally que faz o Lisboa-Dakar parecer uma volta em triciclo ao quarteirão da nossa casa (a não ser que sejamos o navegar do Carlos Sousa, aí sim, é preciso tê-los grandes :p)
Ora, resumindo, trata-se de um rally de Plymouth a Banjul onde (teoricamente) os participantes apenas podem levar carros cujo custo nao exceda 100£ (cerca de 150€) com 15£ (23€) para melhoramentos à devida viatura e onde cada um está por sua própria conta e risco... (Não há cá coisas como: "Ai, o meu jipezinho novo e quitado avariou, podem mandar o reboque? E já agora despachem-se com o helicoptero porque tar aqui à espera é uma seca...")
Se a viatura avariar resta cravar boleia a outra equipa! No destino os carros são leiloados.
Site oficial: http://www.plymouth-banjul.co.uk/
Que acham, bora participar no próximo? ;)
para quem ainda não conhece (eu só soube disto hoje, vi no público!) há um rally que faz o Lisboa-Dakar parecer uma volta em triciclo ao quarteirão da nossa casa (a não ser que sejamos o navegar do Carlos Sousa, aí sim, é preciso tê-los grandes :p)
Ora, resumindo, trata-se de um rally de Plymouth a Banjul onde (teoricamente) os participantes apenas podem levar carros cujo custo nao exceda 100£ (cerca de 150€) com 15£ (23€) para melhoramentos à devida viatura e onde cada um está por sua própria conta e risco... (Não há cá coisas como: "Ai, o meu jipezinho novo e quitado avariou, podem mandar o reboque? E já agora despachem-se com o helicoptero porque tar aqui à espera é uma seca...")
Se a viatura avariar resta cravar boleia a outra equipa! No destino os carros são leiloados.
Site oficial: http://www.plymouth-banjul.co.uk/
Que acham, bora participar no próximo? ;)
29 dezembro 2006
Robots de cozinha são o futuro?
Boas pessoal!
Como os nossos leitores são maioritariamente homens este tema é de grande importância para todos nós. Como já deve ser do vosso conhecimento há por aí no mercado vários robots de cozinha a preços mais ou menos (menos) acessíveis, e que têm como função libertar-nos, a nós, escravos da cozinha por necessidade fisiológica, das dificuldades que há em conseguir uma mousse de chocolate no ponto certo ou um bacalhau com natas com a dose ideal de sal, ou ainda, uma sopinha bem ao sabor das das nossas avós/mães.
E a pergunta que vale 1 milhão é : Qual a melhor alternativa para descansar estes estômagos insaciáveis e desejosos dos mais variados petiscos, sem termos, claro, que recorrer ao restaurante mais próximo...
Por experiência própria posso recomendar a Bimby, não é nada de especial como máquina mas tem a vantagem de ter um livro de receitas feito especialmente para ela, passo por passo, o que nos tira uma grande parte do trabalho e deixa-nos dependentes do "sexto sentido" ou da "intuição" para os cozinhados.
Contribuam e enviem comentários!
Juntos por uma comida melhor!
Como os nossos leitores são maioritariamente homens este tema é de grande importância para todos nós. Como já deve ser do vosso conhecimento há por aí no mercado vários robots de cozinha a preços mais ou menos (menos) acessíveis, e que têm como função libertar-nos, a nós, escravos da cozinha por necessidade fisiológica, das dificuldades que há em conseguir uma mousse de chocolate no ponto certo ou um bacalhau com natas com a dose ideal de sal, ou ainda, uma sopinha bem ao sabor das das nossas avós/mães.
E a pergunta que vale 1 milhão é : Qual a melhor alternativa para descansar estes estômagos insaciáveis e desejosos dos mais variados petiscos, sem termos, claro, que recorrer ao restaurante mais próximo...
Por experiência própria posso recomendar a Bimby, não é nada de especial como máquina mas tem a vantagem de ter um livro de receitas feito especialmente para ela, passo por passo, o que nos tira uma grande parte do trabalho e deixa-nos dependentes do "sexto sentido" ou da "intuição" para os cozinhados.
Contribuam e enviem comentários!
Juntos por uma comida melhor!
20 novembro 2006
Passado um mês...
De uma semana fizeram-se duas e de duas fez-se um mês...
Ontem fui me pesar numa daquelas novas máquinas electronicas que existem nas farmácias:
Peso 64,5 Kg
Altura 1.74 m
Ou seja, em relação ao peso manteve-se mais ou menos o mesmo(sempre tive grandes variações dentro dos 60 quilos)
Em relação à altura cresci 2 cm...:P
Ontem fui me pesar numa daquelas novas máquinas electronicas que existem nas farmácias:
Peso 64,5 Kg
Altura 1.74 m
Ou seja, em relação ao peso manteve-se mais ou menos o mesmo(sempre tive grandes variações dentro dos 60 quilos)
Em relação à altura cresci 2 cm...:P
09 novembro 2006
Uma piada no blog...
Um casal tinha dois filhos, um de 8 e outro de 10 anos, que eram uns
pestes.
Os pais sabiam que se houvesse alguma travessura onde moravam, eles com
certeza estariam metidos.
A mãe das crianças ficou sabendo que o novo padre da cidade tinha tido
bastante sucesso em disciplinar crianças.
Então, ela pediu ao padre que falasse com os meninos.
O padre concordou, mas pediu para vê-los separadamente.
A mãe, então, mandou primeiro o filho mais novo.
O padre, um homem alto com uma voz de trovão, sentou o puto e perguntou-lhe
austeramente:
- Onde está Deus?
O puto abriu a boca, mas não conseguiu emitir nenhum som, ficou sentado,com
a
boca aberta e os olhos arregalados. Então, o padre repetiu a pergunta num
tom
ainda mais severo:
- Onde está Deus?
Mais uma vez o puto permaneceu de boca aberta sem conseguir emitir nenhuma
resposta.
Então, o padre levantou ainda mais a voz, e com o dedo no rosto do puto
berrou:
- ONDE ESTÁ DEUS?
O puto saiu correndo da igreja directamente para casa e trancou-se no
quarto.
Quando o irmão mais velho encontrou-o, perguntou:
- O que é que aconteceu?
O irmão mais novo, ainda tentando recuperar o fôlego, respondeu:
- Desta vez estamos Fodidos... Deus desapareceu e acham que fomos nós!!
pestes.
Os pais sabiam que se houvesse alguma travessura onde moravam, eles com
certeza estariam metidos.
A mãe das crianças ficou sabendo que o novo padre da cidade tinha tido
bastante sucesso em disciplinar crianças.
Então, ela pediu ao padre que falasse com os meninos.
O padre concordou, mas pediu para vê-los separadamente.
A mãe, então, mandou primeiro o filho mais novo.
O padre, um homem alto com uma voz de trovão, sentou o puto e perguntou-lhe
austeramente:
- Onde está Deus?
O puto abriu a boca, mas não conseguiu emitir nenhum som, ficou sentado,com
a
boca aberta e os olhos arregalados. Então, o padre repetiu a pergunta num
tom
ainda mais severo:
- Onde está Deus?
Mais uma vez o puto permaneceu de boca aberta sem conseguir emitir nenhuma
resposta.
Então, o padre levantou ainda mais a voz, e com o dedo no rosto do puto
berrou:
- ONDE ESTÁ DEUS?
O puto saiu correndo da igreja directamente para casa e trancou-se no
quarto.
Quando o irmão mais velho encontrou-o, perguntou:
- O que é que aconteceu?
O irmão mais novo, ainda tentando recuperar o fôlego, respondeu:
- Desta vez estamos Fodidos... Deus desapareceu e acham que fomos nós!!
23 outubro 2006
Alimento Intelectual - Experiencia vegetariana
Esta é a primeira fase de adaptação a um estilo de vida mais consciente, mais saudavel(ou não)...
Durante uma semana não vou comer carne, peixe ....poderei gostar ou odiar, no fim logo direi...
Durante uma semana não vou comer carne, peixe ....poderei gostar ou odiar, no fim logo direi...
08 outubro 2006
Vergonhoso Mundo este...
"Uma jornalista russa foi, este sábado, morta a tiro à porta de casa em Moscovo. Anna Politovskaya era muito conhecida na Rússia por não ter «papas na língua», e por criticar de forma dura a governação de Vladimir Putin, em especial, a guerra na Chechénia.
Quando um jornalista é notícia nos órgãos de comunicação do Mundo inteiro, geralmente não é bom sinal. Anna Politkovskaya não fugiu a esta regra: está nas notícias de todo o Mundo porque foi brutalmente assassinada. A jornalista russa, foi encontrada na entrada do prédio onde vivia no centro da capital russa. Ao lado do corpo da jornalista, no chão, quem a matou deixou ficar uma arma e quatro balas.
«Acho que é um acontecimento político muito importante, porque ela era uma jornalista muito famosa que dedicou toda a vida a lutar contra a guerra na Chechénia e agora, por alguma razão, impediram-na de continuar a viver. É devastador para toda a comunidade jornalística, porque o que fica muito claro é que podemos falar cada vez menos abertamente sobre o que pensamos e sobre o que sentimos», refere a jornalista Anna Sadovnikava.
Foram muitos os anos dedicados à guerra na Chechénia. A jornalista agora assassinada denunciou por várias vezes os crimes cometidos pelas tropas russas. Denúncias feitas nos jornais onde trabalhou e nos livros que escreveu: «Terror na Chechénia», «Uma Guerra Suja» e, mais recentemente, «A Rússia de Putin».
Anna Politkovskaya foi também uma das negociadoras no caso dos reféns no Teatro de Moscovo, em 2002. A jornalista foi das poucas pessoas a ter autorização dos sequestradores para entrar no teatro.
Anna Politkovskaya ganhou vários prémios internacionais e não só. A coragem de denunciar valeu-lhe também várias ameaças de morte. Anna Politkovskaya foi mesmo obrigada a refugiar-se durante uns tempos na Áustria, mas acabou por regressar à Rússia para continuar a lutar por aquilo em que acreditava.
Pagou um preço alto de mais: aos 47 anos calaram a jornalista que incomodava muita gente. "
E assim vai o Mundo em que nós vivemos...
Quando um jornalista é notícia nos órgãos de comunicação do Mundo inteiro, geralmente não é bom sinal. Anna Politkovskaya não fugiu a esta regra: está nas notícias de todo o Mundo porque foi brutalmente assassinada. A jornalista russa, foi encontrada na entrada do prédio onde vivia no centro da capital russa. Ao lado do corpo da jornalista, no chão, quem a matou deixou ficar uma arma e quatro balas.
«Acho que é um acontecimento político muito importante, porque ela era uma jornalista muito famosa que dedicou toda a vida a lutar contra a guerra na Chechénia e agora, por alguma razão, impediram-na de continuar a viver. É devastador para toda a comunidade jornalística, porque o que fica muito claro é que podemos falar cada vez menos abertamente sobre o que pensamos e sobre o que sentimos», refere a jornalista Anna Sadovnikava.
Foram muitos os anos dedicados à guerra na Chechénia. A jornalista agora assassinada denunciou por várias vezes os crimes cometidos pelas tropas russas. Denúncias feitas nos jornais onde trabalhou e nos livros que escreveu: «Terror na Chechénia», «Uma Guerra Suja» e, mais recentemente, «A Rússia de Putin».
Anna Politkovskaya foi também uma das negociadoras no caso dos reféns no Teatro de Moscovo, em 2002. A jornalista foi das poucas pessoas a ter autorização dos sequestradores para entrar no teatro.
Anna Politkovskaya ganhou vários prémios internacionais e não só. A coragem de denunciar valeu-lhe também várias ameaças de morte. Anna Politkovskaya foi mesmo obrigada a refugiar-se durante uns tempos na Áustria, mas acabou por regressar à Rússia para continuar a lutar por aquilo em que acreditava.
Pagou um preço alto de mais: aos 47 anos calaram a jornalista que incomodava muita gente. "
E assim vai o Mundo em que nós vivemos...
12 setembro 2006
Visão limitada do ser humano
O ser humano é de facto um ser consciente incrivelmente limitado.
Não sei se de facto posso, afirmar que o ser humano é algo mais do que limitado. Por isso mesmo no resto de texto que me falta, não me resta senão outra opção do que chamar o ser humano por ser limitado.
A visão do mundo do ser limitado é absurdamente fechada. Na nossa vida a realidade passa totalmente ao lado. Somos cerca de 6 mil milhões de pessoas na terra. No nosso periodo de vida conhecemos quantas pessoas? "Quanta" realidade conseguimos apreender? Sabemos pela televisão algumas coisas que se passam no outro lado do mundo. Mas não as sentimos, logo não as conhecemos de facto. A nossa mente pensa que possui algum valor através do raciocinio só porque adquire conhecimentos através de livros, experiências e tudo mais. Mas no entanto a grande parte é tudo uma ilusão. Sim. Porque de facto o nosso "conhecimento" é pseudo-conhecimento. Para não dizer apenas e só pseudo. Um grão de areia é incomparavelmente maior do que aquilo que conhecemos em relação ao universo, aos outros e nós mesmos. A sério. Eu que escrevo isto agora, escrevo-o mas não acredito nele. Porque? Sei que é verdade. Mas é um pensamento tão abstrato e irreal porque não consigo imaginar a realidade, o que falta nós conhecermos, que não consigo dar-me conta da nossa limitação. Assim não consigo acreditar. Porque acreditar não é concordar. Para acreditar deve ser preciso, julgo eu, defender com alma. Deve ser uma motivação presente da nossa vida. Acreditar tem algo de coragem ou de corencia. Assumir a crença. Senão é apenas uma abstração entre neurónios.
Volto a repetir. A realidade é infinitamente vasta. Quando pensamos nisso, pensamos friamente. A nossa mente visita essa ideia mas de forma tão vaga e desligada que nem faz muito sentido. No entanto no nosso entendimento(entendimento é de facto uma ironia, mas o ser limitado costuma usar esta palavra)passamos a maioria do tempo afastados desta ideia. De uma forma mais ou menos consciente. O nosso orgulho(talvez falta de humildade seja mais correcto) é tanto mais estupidamente desproporcional quanto maior. Nós guiamos os nossos pensamentos de forma TÃO inCONSCIENTEMENTE conveniente. Construimos casas de absurdos paradigmas. A humildade é a essencia do ser humano. Isto porque o é limitado. Ponto. Limitado. E paradoxo dos paradoxos, constata-se que o orgulho e arrogância, que é um estado de espirito que é uma ilusão, é o que está presente na maioria das vezes em todos os seres limitados. Caros amigos e desconhecidos. Limitados. Somos limitados. E a questão é que não nos apercebemos suficientemente disso. Aliás creio que é impossivel na nossa condição o perceber. Limitados. Mas nem por isso sem o direito á felicidade... Mesmo que a felicidade seja na maioria das vezes uma ilusão. Uma fuga. Um entusiasmo por vezes, outras excitação. Ignorancia. No fim, limitação. A felicidade existe estou certo. E creio na minha inútil limitação que está associada ao amor. Agora o que é o amor? Não sei, nem me atrevo a querer formular a sua descrição. Pois cairia no erro de mentir por desconhecimento, consciente ou inconscientemente.
Não sei se de facto posso, afirmar que o ser humano é algo mais do que limitado. Por isso mesmo no resto de texto que me falta, não me resta senão outra opção do que chamar o ser humano por ser limitado.
A visão do mundo do ser limitado é absurdamente fechada. Na nossa vida a realidade passa totalmente ao lado. Somos cerca de 6 mil milhões de pessoas na terra. No nosso periodo de vida conhecemos quantas pessoas? "Quanta" realidade conseguimos apreender? Sabemos pela televisão algumas coisas que se passam no outro lado do mundo. Mas não as sentimos, logo não as conhecemos de facto. A nossa mente pensa que possui algum valor através do raciocinio só porque adquire conhecimentos através de livros, experiências e tudo mais. Mas no entanto a grande parte é tudo uma ilusão. Sim. Porque de facto o nosso "conhecimento" é pseudo-conhecimento. Para não dizer apenas e só pseudo. Um grão de areia é incomparavelmente maior do que aquilo que conhecemos em relação ao universo, aos outros e nós mesmos. A sério. Eu que escrevo isto agora, escrevo-o mas não acredito nele. Porque? Sei que é verdade. Mas é um pensamento tão abstrato e irreal porque não consigo imaginar a realidade, o que falta nós conhecermos, que não consigo dar-me conta da nossa limitação. Assim não consigo acreditar. Porque acreditar não é concordar. Para acreditar deve ser preciso, julgo eu, defender com alma. Deve ser uma motivação presente da nossa vida. Acreditar tem algo de coragem ou de corencia. Assumir a crença. Senão é apenas uma abstração entre neurónios.
Volto a repetir. A realidade é infinitamente vasta. Quando pensamos nisso, pensamos friamente. A nossa mente visita essa ideia mas de forma tão vaga e desligada que nem faz muito sentido. No entanto no nosso entendimento(entendimento é de facto uma ironia, mas o ser limitado costuma usar esta palavra)passamos a maioria do tempo afastados desta ideia. De uma forma mais ou menos consciente. O nosso orgulho(talvez falta de humildade seja mais correcto) é tanto mais estupidamente desproporcional quanto maior. Nós guiamos os nossos pensamentos de forma TÃO inCONSCIENTEMENTE conveniente. Construimos casas de absurdos paradigmas. A humildade é a essencia do ser humano. Isto porque o é limitado. Ponto. Limitado. E paradoxo dos paradoxos, constata-se que o orgulho e arrogância, que é um estado de espirito que é uma ilusão, é o que está presente na maioria das vezes em todos os seres limitados. Caros amigos e desconhecidos. Limitados. Somos limitados. E a questão é que não nos apercebemos suficientemente disso. Aliás creio que é impossivel na nossa condição o perceber. Limitados. Mas nem por isso sem o direito á felicidade... Mesmo que a felicidade seja na maioria das vezes uma ilusão. Uma fuga. Um entusiasmo por vezes, outras excitação. Ignorancia. No fim, limitação. A felicidade existe estou certo. E creio na minha inútil limitação que está associada ao amor. Agora o que é o amor? Não sei, nem me atrevo a querer formular a sua descrição. Pois cairia no erro de mentir por desconhecimento, consciente ou inconscientemente.
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