Artigo no Público de hoje..
Partido Pirata sueco inspira movimentos idênticos noutros países
15.06.2009 - 12h02 João Pedro Pereira
O Partido Pirata (PP) teve um crescimento explosivo: em três anos e meio tornou-se a força política mais votada entre as que estão de fora do Parlamento sueco, elegeu recentemente um eurodeputado (dois, caso o Tratado de Lisboa venha a entrar em vigor) e, com cerca de 50 mil militantes, é já o terceiro partido com mais adesão na Suécia.
Este sucesso já inspirou movimentos do género em mais de duas dezenas de países. Em Portugal, surgiu recentemente um site do Partido Pirata Português (que não é um partido político formal). Mas o espaço é anónimo e não se sabe quem são as pessoas por trás da iniciativa.
Foi nestas últimas eleições europeias que os holofotes dos media mais se voltaram para o PP: os 7,1 por cento conseguidos pelos piratas fizeram com que se especulasse sobre as hipóteses de crescimento político.
Mas são precisos pelo menos quatro por cento para se ter um assento parlamentar na Suécia e nas últimas legislativas o PP não foi além dos 0,6 por cento. Uma sondagem recente, porém, noticiada pelo site sueco The Local, dá ao partido percentagens entre os 2,7 e os cinco por cento.
O próprio partido é cauteloso quando se trata de traçar metas: "O nosso objectivo é melhorar o resultado nas próximas eleições da Suécia, que são já em Setembro. E também estamos a pensar em trabalhar ao nível municipal, mas ainda não sabemos exactamente como", avança um dos membros do partido, Daniel Nyström, que integrava a lista dos candidatos a eurodeputados.
Nyström reconhece ainda que a grande adesão ao PP é um fenómeno em boa parte motivado pela atenção mediática gerada em torno do julgamento recente dos três suecos responsáveis pelo Pirate Bay, o mais conhecido site do mundo para a partilha de todo o tipo de ficheiros.
Depois de anos na mira da justiça, os criadores do site foram levados a tribunal, acusados de fomentarem a pirataria on-line. O veredicto dos juízes foi conhecido no dia 17 de Abril: um ano de prisão para cada um dos réus e o pagamento de indemnização de 2,7 milhões de euros (a defesa recorreu da sentença).
Durante os dois meses que durou o julgamento, inscreveram-se no PP aproximadamente 20 mil pessoas. Nos dias que se seguiram ao veredicto juntaram-se mais uns milhares. E é especialmente entre os jovens que o partido é popular.
A agenda política do PP é simples: mais liberdade e mais privacidade para os cidadãos (tanto on-line como off-line) e uma nova legislação para as patentes e os direitos de autor. A grande bandeira dos piratas é tornar legal a partilha de todo o tipo ficheiros on-line, desde que seja "apenas para uso pessoal e não para fins comerciais", frisa Daniel Nyström.
As indústrias do cinema, música e software esforçam-se para combater a pirataria e, com as discográficas à cabeça, avolumam-se as queixas por causa do declínio das receitas. Mas o PP acredita que o problema não está em quem usa a Internet para descarregar para consumo próprio. "A partilha de ficheiros não tem um impacto negativo para os artistas ou para os criadores de conteúdos. O único impacto negativo é para a indústria musical [a que mais se queixa da pirataria] e para a maneira antiquada que tem de fazer negócio."
Nyström sublinha que não é intenção do partido indicar que modelos de negócio as editoras de música devem adoptar na era da Internet, mas argumenta que estas já não estão "adequadas aos tempos que vivemos".
Aqui não há censuras nem ninguém fala mais alto. Apenas dêem largas à vossa escrita.
15 junho 2009
11 junho 2009
Novos partidos...
Não sei se já estão cientes de 2 novos partidos e mais do que isso se já perderam algum tempo a ler o seu programa de partido:
MMS
MEP
Sendo que o MEP antigiu nestas eleições o 6 lugar, seguido do CDS/PP e com um resultado semelhante ao resultado que o BE obteve da sua primeira eleição.
Podem perguntar, porque me hei-de de dar ao trabalho em perder tempo em ver o programa de 2 partidos. Nem que seja ao menos para que antes de não votar ou dizer que são todos iguais, de os conhecer de facto a todos... Além disso considero que a abstenção ou o voto em branco, mas sobretudo a abstenção uma forma muito infantil de cidadania, ou seja o contributo de cada um na sociedade. O voto em branco ainda pode ter várias interpretações, embora nenhuma satisfatória no meu ponto de vista.
MMS
MEP
Sendo que o MEP antigiu nestas eleições o 6 lugar, seguido do CDS/PP e com um resultado semelhante ao resultado que o BE obteve da sua primeira eleição.
Podem perguntar, porque me hei-de de dar ao trabalho em perder tempo em ver o programa de 2 partidos. Nem que seja ao menos para que antes de não votar ou dizer que são todos iguais, de os conhecer de facto a todos... Além disso considero que a abstenção ou o voto em branco, mas sobretudo a abstenção uma forma muito infantil de cidadania, ou seja o contributo de cada um na sociedade. O voto em branco ainda pode ter várias interpretações, embora nenhuma satisfatória no meu ponto de vista.
Ronaldo no Real 94 milhões
09 junho 2009
Roger Federer
Infelizmente o ténis bem como outros desportos em portugal são desprezados ou passam totalmente ao lado do grande público. Fala-se muito de selecção e do jogo com a Albania, quase como um drama nacional e não se liga patavina a um Roger Federer que seria o equivalente a um Pelé ou um Maradona no Futebol. Honra seja feita a este grande jogador que é pura classe e técnica do ténis. Daqui a muitos anos se falará do tal Roger Federer apontado já pela maioria dos criticos como o maior jogador de todos os tempos...
É um mal cultural portugues o de dominancia do futebol. Na vizinha espanha que tem sensivelmente 46 milhões de pessoas. 4.6 a população de portugal.
Se formos aos números:
Espanha
14 jogadores no top 100 nos quais estão 2 jogadores no top 10.
Portugal tem 1 jogador no top-100.
ou seja a Espanha tem 3.6x mais rendimento desportivo no ténis. (comparando apenas o top 100, não tendo em conta que a Espanha tem 2 elementos no top 10 e o melhor português ocupa actualmente o número 78, embora há pouco tempo tenha antigindo o melhor resultado de sempre 65 para portugal).
Isto significa claramente que a Espanha tem uma cultura desportiva mais forte que portugal e mais plural... as pessoas não são fechadas no desporto.
Portugal ainda tem o Hoquei em patins, infelizmente dominado pela espanha nos últimos 5 anos, mas mesmo assim não tem o apoio que merece...
Outros exemplos em espanha são o ciclismo, basquetebol, e mesmo o futebol (campeões europeus).
Mas quero acabar este post com o Federer... acabar com um sinal positivo. Venceu o 14 grand slam (igualou o record de sempre) e conquistou todos os grand slams... Ainda tem muito para dar ao ténis e nós somos previlegiados de ainda poder assistir ao seu ténis, bem como ao seu fantástico duelo com outro grande jogador Rafael Nadal. Vamos ver se este fica pronto e em forma para jogar em Wimbledon, para repetir a final do ano passada considerada o melhor jogo de todos os tempos... De preferência que Federer vença desta vez, mas se não for também não faz mal...
É um mal cultural portugues o de dominancia do futebol. Na vizinha espanha que tem sensivelmente 46 milhões de pessoas. 4.6 a população de portugal.
Se formos aos números:
Espanha
14 jogadores no top 100 nos quais estão 2 jogadores no top 10.
Portugal tem 1 jogador no top-100.
ou seja a Espanha tem 3.6x mais rendimento desportivo no ténis. (comparando apenas o top 100, não tendo em conta que a Espanha tem 2 elementos no top 10 e o melhor português ocupa actualmente o número 78, embora há pouco tempo tenha antigindo o melhor resultado de sempre 65 para portugal).
Isto significa claramente que a Espanha tem uma cultura desportiva mais forte que portugal e mais plural... as pessoas não são fechadas no desporto.
Portugal ainda tem o Hoquei em patins, infelizmente dominado pela espanha nos últimos 5 anos, mas mesmo assim não tem o apoio que merece...
Outros exemplos em espanha são o ciclismo, basquetebol, e mesmo o futebol (campeões europeus).
Mas quero acabar este post com o Federer... acabar com um sinal positivo. Venceu o 14 grand slam (igualou o record de sempre) e conquistou todos os grand slams... Ainda tem muito para dar ao ténis e nós somos previlegiados de ainda poder assistir ao seu ténis, bem como ao seu fantástico duelo com outro grande jogador Rafael Nadal. Vamos ver se este fica pronto e em forma para jogar em Wimbledon, para repetir a final do ano passada considerada o melhor jogo de todos os tempos... De preferência que Federer vença desta vez, mas se não for também não faz mal...
Dados salariais - Reflexão
Assim, segundo o INE (Quadro I), no 1º Trimestre de 2009, 1.577.100 trabalhadores por conta de outrem, ou seja, 40,6% do total de trabalhadores tinham um salário liquido inferior a 600 euros por mês. Apenas 483,1 mil, ou seja, 12,4% do total, recebiam um salário líquido mensal superior a 1.200 euros por mês. Os que recebiam mais de 1.800 euros por mês eram apenas 3,8% do total.
QUADRO I – Repartição dos trabalhadores por conta de outrem em Portugal em número e em %
por escalões de rendimento salarial mensal liquido – 1º Trimestre de 2009
DESIGNAÇÃO PORTUGAL
Trabalhadores por conta de outrem – Mil 3884,5 % Total
Escalão de rendimento salarial: Mil
Menos de 310 euros 147,8 3,80%
De 310 a menos de 600 euros 1 429,3 36,80%
De 600 a menos de 900 euros 1 027,8 26,50%
De 900 a menos de 1 200 euros 400,4 10,30%
De 1 200 a menos de 1 800 euros 335,4 8,60%
De 1 800 a menos de 2 500 euros 101,4 2,60%
De 2 500 a menos de 3 000 euros 23 0,60%
3 000 euros e mais euros 23,3 0,60%
NS/NR 396 10,20%
Até 600 euros 1577,1 40,60%
Até 900 euros 2604,9 67,10%
Até 1200 euros 3005,3 77,40%
Atendendo a estes números, penso se põe muita coisa em perspectiva...
QUADRO I – Repartição dos trabalhadores por conta de outrem em Portugal em número e em %
por escalões de rendimento salarial mensal liquido – 1º Trimestre de 2009
DESIGNAÇÃO PORTUGAL
Trabalhadores por conta de outrem – Mil 3884,5 % Total
Escalão de rendimento salarial: Mil
Menos de 310 euros 147,8 3,80%
De 310 a menos de 600 euros 1 429,3 36,80%
De 600 a menos de 900 euros 1 027,8 26,50%
De 900 a menos de 1 200 euros 400,4 10,30%
De 1 200 a menos de 1 800 euros 335,4 8,60%
De 1 800 a menos de 2 500 euros 101,4 2,60%
De 2 500 a menos de 3 000 euros 23 0,60%
3 000 euros e mais euros 23,3 0,60%
NS/NR 396 10,20%
Até 600 euros 1577,1 40,60%
Até 900 euros 2604,9 67,10%
Até 1200 euros 3005,3 77,40%
Atendendo a estes números, penso se põe muita coisa em perspectiva...
08 junho 2009
Tá Caduco este blog...
A última mensagem neste blog foi há mais de um ano... O motivo principal deste post é ver se alguem responde... E ver se é melhor fechar este blog ou deixa-lo em coma. De que serve um blog que ocupa "memória", mesmo se pouca, se já não tem qualquer utilidade? Fica então a pergunta para uma certeza de não haver respostas pelo simples facto de ninguem ver este blog.... Assim se ninguem responder até 30 de Junho, o blog fechará portas e dará espaço para outros blogs que possam nascer e cumprir a sua funcionalidade...
26 março 2008
Pessimismo
Revista Exportar ~ Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso Escreveu:
Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados.
E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais.
E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis.
E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal.
Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos.
É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.
Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.
Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?
E já agora atentem à nossa posição neste ranking.
Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados.
E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais.
E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis.
E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal.
Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos.
É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.
Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.
Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?
E já agora atentem à nossa posição neste ranking.
23 março 2008
Afinal ainda existe!
Pois é, parece que este blog não é fácil de desaparecer! Ao tempo que não vinha cá e por cá ele continua com as mesmas cores e aspecto de sempre. Até tenho o prazer de encontrar os posts do sempre bem humorado Jonas Rabbit e as suas acutilantes opiniões sobre este nosso País!
Acho que é um bocado assim que eu sinto em relação ao pessoal da 1.4. Podemos estar muito tempo sem falar mas a sensação é que as pessoas estão sempre lá e apesar de, infelizmente, não podermos estar mais tempo juntos, como nos tempos da faculdade, para mim é como se tivesse sido ontem as tardes passadas naquela sala manhosa a discutir coisas que não interessavam a ninguém... :)
Vamos mantendo o blog activo nem que seja com um post de 6 em 6 meses! Até porque parece que temos aí uns anónimos que mandam uns bitaites e tudo...
P.S. - Vou mudar as cores do blog, se não gostarem manifestem-se!
Abraços para todos.
Acho que é um bocado assim que eu sinto em relação ao pessoal da 1.4. Podemos estar muito tempo sem falar mas a sensação é que as pessoas estão sempre lá e apesar de, infelizmente, não podermos estar mais tempo juntos, como nos tempos da faculdade, para mim é como se tivesse sido ontem as tardes passadas naquela sala manhosa a discutir coisas que não interessavam a ninguém... :)
Vamos mantendo o blog activo nem que seja com um post de 6 em 6 meses! Até porque parece que temos aí uns anónimos que mandam uns bitaites e tudo...
P.S. - Vou mudar as cores do blog, se não gostarem manifestem-se!
Abraços para todos.
09 julho 2007
Mão esquerda, mão direita
Pois é, mais uma vez cá estou eu a postar qualquer coisa, um mês depois de inactividade no blog.
Há uns dias surgiu-me subitamente uma série de pensamentos que me ajudou a elaborar uma teoria que penso que pode ajudar muita gente. Bem, ajudar não sei se será bem o termo, mas pode tornar a nossa sociedade (masculina) menos repugnante.
Não sei se convosco se passa o mesmo, mas a mim causa-me alguma confusão aqueles tipos que saem da WC sem lavar as mãos! Não é muito raro lá no emprego deparar-me com situações destas, mas por sorte essas pessoas costumam ser-me desconhecidas: "Ainda bem que não é da minha ala e apenas o conheço de vista..." - Isto significa que não vou ter de o cumprimentar.
Claro que o caso muda drásticamente em situações pontuais, como reuniões. Nesses casos, se houver possibilidade de cumprimento por aperto de mão mais vale avançar bruscamente e dar aquele abraço caloroso como se nos conhecêssemos há muito tempo...
Devido a estas razões, que eu acho algo incómodas, constrangedoras, repugnantes, etc, penso que se todos adoptássemos o princípio que enunciarei a seguir, tudo seria mais fácil. Claro que se isto não vos fizer confusão pode também não fazer sentido e nesse caso não existe razão para ainda continuarem a ler isto!
O que eu aconselho é, sempre que forem à WC efectivar necesidades fisiológicas de comportamento líquido, usem a mão esquerda! Esta prática bastante simples será benéfica para toda a gente, e especialmente para os dextros. Vejamos:
- Um dextro normalmente usa mais frequentemente a mão direita, pelo que certamente a mão esquerda estará mais asseada para manobrar o instrumento;
- Se tiverem de mexer em alguma coisa de uso comum depois do acto (essa coisa DEVIA ser a torneira da WC!) fã-lo-ão inconscientemente com a mão direita - garantia que não iriamos mexer em algo que tenha sido mexido por alguém que mexeu no badalo;
- Se tiverem de cumprimentar alguém fa-lo-ão com a mão direita;
- Se foram cumprimentados por alguém sê-lo-ão com a mão direita.
Como podemos ver existem muitas vantagens nesta prática extremamente simples, e sugiro que todos a adoptemos! Eu já procedo assim desde que me lembro (desde muito cedo que tive carácter de génio).
Claro que também existem algumas desvantagens, e é preciso ter atenção, mas podem mais facilmente e discretamente ser contornadas que o caso do aperto de mão, por exemplo. Imaginemos a partilha de algo comum, e neste caso pode ser bastante repugnante, como no caso do pão do almoço. Aqui a tendência, caso tenha de se partir o pão, é ficar com a parte que ficou na mão direita, deixando a parte que se segurava na mão esquerda... Neste caso, sejam os primeiros a servirem-se ou não comam pão - que engorda bastante!
Por isso compinchas, não esqueçam:
Mão esquerda para manobrar, mão direita para cumprimentar.
Há uns dias surgiu-me subitamente uma série de pensamentos que me ajudou a elaborar uma teoria que penso que pode ajudar muita gente. Bem, ajudar não sei se será bem o termo, mas pode tornar a nossa sociedade (masculina) menos repugnante.
Não sei se convosco se passa o mesmo, mas a mim causa-me alguma confusão aqueles tipos que saem da WC sem lavar as mãos! Não é muito raro lá no emprego deparar-me com situações destas, mas por sorte essas pessoas costumam ser-me desconhecidas: "Ainda bem que não é da minha ala e apenas o conheço de vista..." - Isto significa que não vou ter de o cumprimentar.
Claro que o caso muda drásticamente em situações pontuais, como reuniões. Nesses casos, se houver possibilidade de cumprimento por aperto de mão mais vale avançar bruscamente e dar aquele abraço caloroso como se nos conhecêssemos há muito tempo...
Devido a estas razões, que eu acho algo incómodas, constrangedoras, repugnantes, etc, penso que se todos adoptássemos o princípio que enunciarei a seguir, tudo seria mais fácil. Claro que se isto não vos fizer confusão pode também não fazer sentido e nesse caso não existe razão para ainda continuarem a ler isto!
O que eu aconselho é, sempre que forem à WC efectivar necesidades fisiológicas de comportamento líquido, usem a mão esquerda! Esta prática bastante simples será benéfica para toda a gente, e especialmente para os dextros. Vejamos:
- Um dextro normalmente usa mais frequentemente a mão direita, pelo que certamente a mão esquerda estará mais asseada para manobrar o instrumento;
- Se tiverem de mexer em alguma coisa de uso comum depois do acto (essa coisa DEVIA ser a torneira da WC!) fã-lo-ão inconscientemente com a mão direita - garantia que não iriamos mexer em algo que tenha sido mexido por alguém que mexeu no badalo;
- Se tiverem de cumprimentar alguém fa-lo-ão com a mão direita;
- Se foram cumprimentados por alguém sê-lo-ão com a mão direita.
Como podemos ver existem muitas vantagens nesta prática extremamente simples, e sugiro que todos a adoptemos! Eu já procedo assim desde que me lembro (desde muito cedo que tive carácter de génio).
Claro que também existem algumas desvantagens, e é preciso ter atenção, mas podem mais facilmente e discretamente ser contornadas que o caso do aperto de mão, por exemplo. Imaginemos a partilha de algo comum, e neste caso pode ser bastante repugnante, como no caso do pão do almoço. Aqui a tendência, caso tenha de se partir o pão, é ficar com a parte que ficou na mão direita, deixando a parte que se segurava na mão esquerda... Neste caso, sejam os primeiros a servirem-se ou não comam pão - que engorda bastante!
Por isso compinchas, não esqueçam:
Mão esquerda para manobrar, mão direita para cumprimentar.
05 junho 2007
Title
Bem, parece que sou mesmo só eu que ainda uso este blog! Ate me admiro como não foi ainda eliminado...
Bem, hoje trago alguns pontos (mais ou menos) actuais que me despertaram a atenção nos útimos tempos.
A começar, uma notícia que me deixou estupidificado, admirado, espantado, assombrado, interrogado e mais umas coisas acabadas em "ado". A noticia referia que "Os portugueses poupam cada vez menos". Surgiram-me rapidamente algumas questões: "Poupar? Poupar o quê? Poupar como? Poupar para quê?".
Penso que hoje em dia a poupança seja algo desconhecido da grande maioria das pessoas que vivem em grandes centros urbanos. O custo de vida é relativamente elevado, os salários demasiado baixos, há impostos que não param de aumentar (eu ainda me lembro do IVA a 17%, hoje está nos 21%), há impostos que surgem subitamente do nada, para já não falar dos que não fazem qualquer sentido! Até já estamos a cair no ridículo de pagar imposto sobre outro imposto (penso que é a questão dos novos impostos sobre os automóveis). No entanto, continuamos todos sem saber para onde raio vai o dinheiro, pois resultados é coisa que não se vê!
Elucidando as minhas questões, os portugueses poupam o quê? Os 50 ou 100€ que sobram (quando sobram) ao fim do mês? Para um dia destes aparecer um imposto sobre poupanças e ir tudo com os porcos? É que nem os herdeiros se livram de largar uma boa parte em impostos quando herdam algo!
Isto tudo é ridiculamente ridículo e dava mais escrita que uma biblia, de forma que é melhor parar por aqui...
(Acho que não vou descansar enquanto não mudar de país)
Bem, ia escrever mais umas coisas, mas faz-se tarde!
Sendo assim, fica só este texto de seca para não perdermos o blog :D
Bem, hoje trago alguns pontos (mais ou menos) actuais que me despertaram a atenção nos útimos tempos.
A começar, uma notícia que me deixou estupidificado, admirado, espantado, assombrado, interrogado e mais umas coisas acabadas em "ado". A noticia referia que "Os portugueses poupam cada vez menos". Surgiram-me rapidamente algumas questões: "Poupar? Poupar o quê? Poupar como? Poupar para quê?".
Penso que hoje em dia a poupança seja algo desconhecido da grande maioria das pessoas que vivem em grandes centros urbanos. O custo de vida é relativamente elevado, os salários demasiado baixos, há impostos que não param de aumentar (eu ainda me lembro do IVA a 17%, hoje está nos 21%), há impostos que surgem subitamente do nada, para já não falar dos que não fazem qualquer sentido! Até já estamos a cair no ridículo de pagar imposto sobre outro imposto (penso que é a questão dos novos impostos sobre os automóveis). No entanto, continuamos todos sem saber para onde raio vai o dinheiro, pois resultados é coisa que não se vê!
Elucidando as minhas questões, os portugueses poupam o quê? Os 50 ou 100€ que sobram (quando sobram) ao fim do mês? Para um dia destes aparecer um imposto sobre poupanças e ir tudo com os porcos? É que nem os herdeiros se livram de largar uma boa parte em impostos quando herdam algo!
Isto tudo é ridiculamente ridículo e dava mais escrita que uma biblia, de forma que é melhor parar por aqui...
(Acho que não vou descansar enquanto não mudar de país)
Bem, ia escrever mais umas coisas, mas faz-se tarde!
Sendo assim, fica só este texto de seca para não perdermos o blog :D
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